Sobre
SoulSol fala de sonhos. É um projeto diminuto de muitos anseios advindos de um lugar paralisado e em transe.
Tenho uma busca pelo mistério, pelo onÃrico, pelo desconhecido desde que me entendo por gente. Entre "esotericidades" praticadas antes mesmo de saber o que queria descobrir, eu já me via acreditando em muitas coisas.
Sempre sonhei muito, pisciana, eu tenho o dom de o fazer com olhos abertos e fechados.
Adolescente, descobri o Livro dos EspÃritos e minha infância católica e medrosa começou a não mais fazer tanto sentido. Comecei a criar novas referências e a ir de encontro com meus programas internos.
O engraçado é que, ao lidar com simbologia e imagem, percebo, cada vez mais, que os sonhos, adormecidos, são apenas uma busca do nosso eu interior para nos acordar. É nesse espaço vazio e cheio, onde as coisas vagam, aparecem e desaparecem, que a vida, de forma contorcida, começa a criar forma. É como uma reviravolta que só pode acontecer quando há um suposto vácuo interno, que é quando a mente descansa e dá espaço ao tagarelar das verdades que a gente cria na nossa mochila de memórias.
SoulSol fala um pouco além de sonhos. São esses sonhos noturnos que me levam a sonhar também durante o dia. Assim, esse blog é dedicado a criar a minha realidade, baseando-me nas produções e criações que deixei dormindo dentro de mim durante tanto tempo.
É uma homenagem ao meu espÃrito que, com tanto carinho, tem me guiado a reconhecer o meu poder, ir além dos meus medos, suprir minhas necessidades e mostrar quais são minhas carências reais.
2014 foi um ano de muitas mudanças, onde tive que aprender que a dor é combustÃvel, que o amor está em todos os lugares e que, quando um sonho se realiza, outro chega e preenche as lacunas das dúvidas que existem em nós, seres humanos.
Cada criação deve ser levada para o pessoal. Aqui, eu vou falar sobre uma história, que é minha, mas que não tem personagem, o sujeito pode ser qualquer um. São pequenos textos desconexos que se continuam e acabam fazendo sentido com o todo, pois, em paralelo, somos pessoas com altos e baixos, que se, em um dia, tudo está acordado, em outro, não queremos sair de baixo do nosso edredom da ignorância; no entanto, estamos sempre a procura de algo, de entender e de criar consciência.
E o criar da consciência pode ficar em primeiro plano quando se explora a perspectiva do material advindo do inconsciente, que, no final das contas, torna-se a melhor ferramenta, para entender a verdade que não está ao alcance de nós, personagens.
É necessário mergulhar.