Sopro

21:13



Sopro.
Eis o que houve, um sopro.
Despertou através de um sopro e desapareceu.

Assim como fumaça, sumiu... Parece que foi ver a cor de tudo, nunca tivera voado.
Sonhou bastante, mas se perdeu mesmo foi nas realidades.
Após alguns tropeços, descobriu que o desvio não era o melhor atalho para montar suas asas nas costas. Precisava de uma reta. Precisava, em suma, de muita coisa.

Sopro.
Quando sentiu esse vento fino e forte, percebeu sua perda de tempo. Tinha tudo, inclusive a sensação de que não tinha. Indecisão. Eram muitos mundos para abraçar. Alguns falidos e outros celestes.

O sopro balançou não só seus cabelos, mas sua alma, a cortina da janela e todas as árvores que o esperavam.

É apenas o começo.


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